Um ponta pé para dizer que especial é a Mãe!

Este é o meu primeiro post, e de verdade, não quero ser clichê e escrever aquilo que encontramos ao dar um clique no Dr. Google. Meu desejo é dar um olhar divertido para as diferenças que encontramos dentro da nossa própria casa, e posso afirmar que vivo histórias engraçadíssimas. Pretendo contar cada uma destas situações e mostrar para vocês que tudo na vida tem seu lado positivo. Claro, que nem tudo pode dar certo, mas garanto que boas risadas, digo como Mãe de TDAH, fazem toda a diferença nas nossas vidas.

Minha vida não é fácil não, sou mãe de três filhos (Leonardo de 16 anos, Gabriel 9 anos e Valentina de 4 anos) e todos com personalidades bem diferentes. Só tenho 35 anos, já me divorciei e já casei de novo. Enfrentei a maternidade muito jovem com apenas 18 anos e me deparei com muitas dificuldades. Além de mãe e esposa, sou profissional de marketing e meu trabalho está longe de ter uma rotina organizada. Enfim, uma vida super corrida e cheia de surpresas.

Em especial este canal é dedicado ao Gabriel, meu filho de 9 anos, que fez eu perceber que minha vida era muito monótona. Ele trouxe um significado diferente e fez com que eu vivesse, e ainda vivo, grandes descobertas, uma delas é que a maioria das pessoas não estão preparadas para uma nova geração que traz muita energia e criatividade. E sabe aquela caixinha que fomos colocados quando nascemos, digo, os paradigmas criados por gerações e gerações definindo o que é certo e o que é errado?

Então, para o Gabriel, portador de TDHA, diagnosticado com 5 anos de idade, não existe esta caixinha, simplesmente ele enxerga um mundo muito maior. O grande segredo, que demorei a entender, é como lidamos com essa transformação e nos preparamos para embarcar nesta grande viagem. Estaria mentindo se eu afirmasse que tudo é como a propaganda da margarina, já que não é fácil lidar com o diferente, mas toda mãe de TDAH tem mais histórias para contar do qualquer outra mãe, seja na escola, em casa, com amigos, médicos, entre outros que fazem partem no nosso convívio.

Créditos Fotos: Gerardo Lazzari
Algumas mamães podem até me achar injusta, porque todas têm grandes histórias, talvez umas mais tristes, outras mais felizes, mas o que pretendo explicar ao longo dos posts, é que o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) ainda é interpretado de forma bem subjetiva, ou seja, as pessoas em sua maioria interpretam como falta de educação e não algo concreto, como por exemplo, um problema de saúde. Já tive que escutar várias expressões como que “Menino sem noção”, “Sua mãe não dá educação” ou “Coitadinho, ele tem problema”. Eu tinha vontade de “esganar” quem se aproximasse para julgar o Gabriel. Mas tenho que confessar, antes de entender o transtorno eu pensava da mesma forma, e ainda, me punia de tal forma que não me achava digna de ser mãe.
Imagina uma mulher que quer provar auto suficiência o tempo todo. No fundo toda mãe é assim. A gente cobra de nós mesmos a perfeição, e sabemos que não somos perfeitas, e pior, esperamos que os outros reconheçam. Confuso, né? Este conceito fez com que eu me deprimisse a cada dia que passava, quando não percebia que existia algo de diferente com meu filho.
Antes de ajudar o Gabriel, eu precisava me encontrar e entender o que estava acontecendo. Culpava meu marido, educadores, questionava até DEUS dizendo: – você me deu esta vida, por onde começo? A culpa era grande e a busca por respostas era intensa e difícil de encontrar. Um sentimento de incompetência batia e me deprimia. Mas a dificuldade faz com que a gente naturalmente cresça e se torne forte.
Foi aí que percebi que tudo percorre de maneira tão perfeita em nossas vidas. Aprendi a ser mãe e ainda muito criativa.
Uma boa dica para começar é pensar que é um dia de cada vez, a mudança não acontece da noite para o dia, ela vem de forma sútil e sem traumas. Importante dar ouvidos ao seu filho e prestar atenção aos detalhes e ideias de como ele pensa e gosta de viver, só assim, você vai poder conversar com as pessoas que fazem parte do convívio dele, e quando você menos esperar sua vida vai estar se encaixando.

Eu não ensino o Gabriel ele é quem traz experiências para minha vida. A mensagem que quero deixar é que as mães e pais de TDAH são de uma linhagem especial, escolhidos para viver um mundo diferente, sem barreiras e paradigmas.

Aprendi recentemente com uma campanha que estou fazendo para o meu trabalho que somos o autor de muitas histórias. O escritor Oscar Wilde disse que todos fazem história, mas só os grandes sabem escrevê-la. Você é o autor de muitas histórias de vida.

Porque a vida é assim: cheia de histórias reais.

Agradecimento

Acreditem! Sabe está MAMÃE que teve esta iniciativa de criar um blog? Pois é, ela é a BOADASTRA do meu filho Leonardo. Como posso não amar uma pessoa que participa da vida do meu filho? Para mim ela tem meu sangue, e por isso, estamos juntas na batalha para lutar por uma vida digna para nossos maiores bens. Agradeço de verdade a Lívia Pacheco que reconheceu em mim, uma mãe – mesmo cheia de defeitos – mas que luta pelo BEM-ESTAR e um dia a dia melhor.

Meu filho

(Gabriel em adjetivos: diagnosticado com TDAH aos 5 anos de idade hoje ele tem 9 anos, é extremamente engraçado, disciplinado, atrapalhado, amoroso, criativo, proativo, e principalmente, faz a diferença no dia a dia de muitas pessoas).

Beijos e até o próximo post!

Gabrielle