Tem muito gênio com TDAH

Você já focou em algo que lá no fundo sabe que não vai para frente? A resposta foi sim, não é mesmo? Ter atitudes diferentes faz com que seu filho faça diferente, e eu só me dei conta da importância disso quando o Dr. Benedito Amorim, neurologista do Gabriel disse “Seu filho pode ser um gênio e se você não agir corretamente isso pode se perder”.

É confortável para qualquer pessoa seguir os padrões que a sociedade impõe, e melhor ainda, você poder declarar para o mundo que sua vida anda tudo nos conforme. Mas isso não acontece, mesmo para aqueles que aparentemente têm sua rotina regrada, imagina para uma família de TDAH?

Escutar as palavras do neurologista do meu filho foi como uma luz no fim do túnel, para saber lidar com as dificuldades e principalmente potencializar as facilidades do Gabriel. Focar errado pode causar prejuízos. Esperar que o Gabriel se torne um PHD em matemática ou um excelente químico, por exemplo, não vai dar muito certo.

Forçar a barra naquilo que eles têm dificuldade gera uma frustação enorme, e pode se preparar, certamente ele vai precisar de algumas sessões de terapias para lidar com a baixa autoestima. O importante é entender aquilo que dá prazer, e principalmente, os temas que podem se desenvolver melhor. Descobri, por exemplo, que falar outro idioma com facilidade, no caso do Gabriel, é algo viável.

Esta consulta me trouxe uma visão bem mais leve do fato, além de lidar com “diferente” sempre no quesito prejuízo, percebi desta vez que o “diferente” pode ser um superávit. Afinal, eu tinha a sensação que ele era inferiorizado na escola e no grupo de amigos.

A partir deste dia, conversei com o Gabriel para descobrir um pouco mais a respeito das coisas que ele gosta de fazer, isso faz com que estabelecemos um diálogo saudável e sem cobranças. Não é fácil estar abaixo da média em sala de aula, não conseguir realizar suas tarefas de acordo com os “padrões”, além da pressão das pessoas que estão envolvidas diretamente com a rotina.

Ele quer se cineasta, desenhista, poliglota, explorador de histórias, quantas coisas diferentes surgiram nesta conversa… e são nesses desejos que vou focar e incentivá-lo para ter sucesso na vida!

Vocês podem ter a certeza que um ano vai ser sempre diferente de outro, e certamente, os problemas com TDAH também, à medida que as responsabilidades e maturidade vão surgindo, mais desafios virão. O pior mesmo é que nós mamães sempre temos a sensação que estamos fazendo algo errado. Mas estou me libertando disso na medida em que posso entender o assunto com novos profissionais e na busca de informações.

Pergunta: Como identificamos este déficit, e como descobrir onde focar

Resposta: Muitas vezes o paciente portador de TDAH  é tido como vagabundo, desatento, distraído, desajeitado, descuidado, desleixado, desastrado, enfim, uma série de adjetivos negativos e que podem contribuir  pra que a criança reduza ainda mais sua auto-estima e destrua ou, pelo menos, abale consideravelmente o potencial inexplorado desse indivíduo. O diagnóstico é, muitas vezes, difícil e demorado, levando com que diversos casos demorem anos para que sejam corretamente diagnosticados e tratados de forma correta. O reconhecimento de crianças que tenham algum déficit de atenção, associado ou não a um comportamento que muitas vezes se torna inapropriado em decorrência de sua hiperativividade são as formas de identificação mais típica desta síndrome. No entanto, há formas mais leves ou casos onde a hiperatividade não está presente e isso pode retardar ainda mais o diagnóstico pois as famílias acabam levando a criança mais tardiamente ao médico. Na maior parte das vezes, o diagnóstio ocorre na fase escolar onde o professor acaba idenfiticando determinadas dificauldades de aprendizado ou de comportamento na sala de aula. A suspeita precoce e o encaminhamento ao neurologista vai levar a uma série de testes clínicos para a formação do diagnóstico e estes testes envolvem a avaliação médica do especialista, testes de audiometria, processamento auditivo, avaliação neuropsicológica e outros que se julgarem necessários. Uma vez feito o diagnóstico, é iniciado o tratamento que é sempre multiprofissional compondo o neurologista, psicólogo, psicopedagogo e compromisso de toda a família e professores.

É importante salientar que o portador de TDAH não deve ser abordado como alguém fadado ao insucesso ou alguém em quem não devamos investir. Existem vários exemplos de pessoas bem conhecidas e que são ou foram portadoras de TDAH como, por exemplo:

–      Leonardo Da Vinci

–      Alexander Graham Bell

–      Silvester Stallone

–      Albert Einstein

–      Bethoven

–      Thomas Edson

–      Walt Disney

–      Galileo

–      Whoopi Goldberg

–      Tom Cruise

–      Van Gogh

–      Pablo Picasso

–      etc

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Como podem ver, a lista é imensa e ainda maior! Pessoas assim nunca poderiam ser consideradas “Perdedoras” ( “loosers” na linguagem mais jovem!)

Estes são exemplos de pessoas em que, apesar do déficit, puderam desenvolver outras áreas de seu potencial que outrora foi inexplorado. Se seu filho tem o diagnóstico de TDAH, saiba que você tem alguém com um enorme potencial e que pode e deve ser explorado em seu próprio benefício.

A resposta acima teve a contribuição do Neurologista que acompanha o Gabriel, Dr Benedito Domingos de Amorim Filho, CRM 90381.