Dirigindo sozinha com o bebê

Esses dias estava lembrando algumas dificuldades que tive no inicio da maternidade e logo lembrei de um grande desafio: dirigir sozinha com meu bebê.

Confesso que eu morria de medo, como ele nasceu prematuro, saiu da maternidade com quase 3 meses, ele ainda era bem pequeno, tinha o tamanho de um RN, e pra ajudar, ele tinha muito refluxo, então esse medo de dirigir sozinha com ele se estendeu por muito tempo. Cada vez que eu tinha que ir a algum lugar, tinha que pedir para a sogra nos levar, ou pagar taxi e se fosse médico, marido tinha que se ausentar para ir comigo, e quando não podia, recorria a sogra.

Eu sempre amei dirigir, para mim é uma sensação de independência pegar o carro e ir pra onde quero, mas não tinha como, o medo era tão grande, tão grande, mas em uma das consultas com a pediatra me senti desafiada, e comecei a me preparar para a aventura que aconteceria na próxima consulta, uma aventura, pois era o que isso representava pra mim rs.

Pensei em algumas coisas que precisava, juro gente, não queria partir para o banco do motorista sem alguns acessórios, principalmente pelo refluxo, queria ter controle total da situação, por medo de algo acontecer, com medo dele chorar sem parar em plena Av. 23 de maios (São Paulo), na faixa da esquerda, aí lascou, eu não teria como parar, mas vamos lá, o que providenciei:

Exatamente esse modelo de retrovisor traseiro, na época, se não me engano, paguei aproximadamente R$70,00.

retrovisor

Retrovidor da Girotondo

Protetor de sol, super fácil de encontrar, em diversos modelos e estampas.

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Sapato baixo, mas isso adotei desde a gestação, tudo a mãos, roupa confortável, para não me incomodar caso houvesse um sufoco rs, eu já não amamentava mais, mas fica a dica caso você amamente, escolher a parte de cima mais fácil o possível, caso aconteça um momento de fúria do bebe e precise amamenta-lo, bolsa bem equipada, com tudo necessário e talvez um pouco mais, pois claro que não lembro o que havia nela, mas enfim.

Com a cara e a coragem encarei a aventura e determinei que seria a “viagem” mais tranquila da minha vida e assim foi.

Alguns cuidados que tomei neste dia:

  • Me preocupei em dirigir apenas na faixa da direita, devagar e sem pressa, pois isso facilitaria caso precisasse parar, essa era a única opção em nosso trajeto.
  • Não me preocupei de maneira nenhuma com o que as pessoas estavam achando da maneira que eu estava dirigindo, afinal, quem quer ir devagar dirigi exatamente na faixa da direita.
  • Levei minha aguinha santa, pois morro de sede quando fico nervosa.
  • Marquei o compromisso deste dia, no caso, a consulta com a pediatra, fora do período de transito, mas caso você queira treinar, coisa que não pensei na na época, dê algumas voltas de carro com o bebê pelo seu bairro, até que você tenha segurança para ir para mais longe.

Desde então não parei mais de dirigir com ele, mas lembro que a maioria das vezes que saiamos, ele chorava muito na volta, a maioria das vezes era um sufoco, tive até que parar algumas vezes, até hoje não sei porque ele chorava só no retorno para casa, independente de onde íamos, então tentei algo que deu super certo pra mim. Meu enteado estava numa viagem pros EUA, então daqui, comprei pelo telefone em uma dessas lojas de maternidade, enxoval e afins, esse retrovisor da Fisher Price que foi a salvação, o que facilitou foi o controle remoto, bebê chorava, mamãe ligava o retrovisor e assim fomos indo e vindo rs.

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Até hoje andamos muito de carro juntos, ele adora passear, já viajamos algums vezes sozinhos e pelo menos por aqui, chorar faz parte algumas vezes, mas sempre procuro alternativas para amenizar, se vou para longe, procuro ir no horário que ele dorme, ou muito cedo, ou período da tarde. Hoje ele já anda com a cadeira virada para frente, ele tem 01 ano e 8 meses, então hoje em dia é tudo mais fácil.

Adoro dirigir com meu baby, e nos damos super certo dentro do carro!