Desfralde – enfim chegou

Oi gente, finalmente o ano do blog está começando. Estive um pouco ausente, priorizando algumas coisas da vida, mas hoje retomo com um assunto que eu tanto ansiava falar, mas a hora certa nunca chegava.

Quem me acompanha nas redes sociais sabe que o desfralde demorou, e de verdade, isso nunca foi um problema para mim, mas para a sociedade sim.

Que coisa, as pessoas cobram demais isso, não é?! A minha ansiedade se referia muito mais pelo vai e vem, pois começávamos, mas sempre retrocedíamos, mas enfim, hoje posso comemorar e duplamente.

Vou tentar ser breve e fazer um resumo para vocês, mas já adianto que, farei muitos outros posts sobre o assunto. Aprendi muita coisa nesse período e quero ajuda-los ao máximo.

Filipe está com 03 anos e 08 meses, ele deu os primeiros sinais de desfralde há pouco mais de 01 anos, a minha primeira publicação sobre o primeiro o assunto está neste link https://www.instagram.com/p/vpG7rowc3r/?tagged=desfraldefilipe, quando ele fez o primeiro cocô no penico. Comerei, vibrei, até registrei aqui no blog, mas foi em vão, não era a hora, não era o momento dele.

Passado alguns meses, já no alto verão de 2015, tentei novamente. Por uns 5 dias, a cada 30 minutos levava Filipe ao banheiro. Ele fazia suas necessidades numa boa quando queria, mas às vezes não tinha vontade, e no dia a dia, na correria de casa, algumas vezes eu esquecia de levar, e o que acontecia? Escapes!

Acontecia muito mais escapes do que vontade de fazer no vaso. O cocô ele sempre dizia que não queria, mesmo quando eu o levava, e o que acontecia? Fazia na cuequinha.

Pensei comigo que isso não era possível. No meu entendimento, cada criança tem seu tempo. Me questionei muito, pensei muito sobre esse fato. Se muitas crianças na idade dele [na época tinha 02 anos e uns 8 ou 10 meses] já havia desfraldado, é porque a hora delas havia chegado, o que não significa que era a hora dele. Para quase tudo na maternidade temos um parâmetro, mas não é regra, não é exigência que aconteça igual para todos. Sempre pensei assim, e permaneci com esse pensamento e mais uma vez retrocedi o desfralde.

Passado alguns meses, não lembro exatamente quantos, mas em julho em 2015 matriculei Filipe na escola, e esse mês foi escolhido por ser tranquilo na escola, assim eles me ajudariam no desfralde, mas, no primeiro dia de aula ele voltou com a fralda cheia de cocô e super assado. Dificilmente Filipe fica assado, aliás, só acontecia quando ele tinha alergia alimentar antes de 01 ano de idade, então, se isso aconteceu na escola, é porque ficou muito tempo com o cocô. Por muitos motivos ele não continuou na escola, e mais uma vez, desfralde abortado.

Depois desse tempo eu desencanei, em partes, pois, mesmo sabendo que ele não casaria de fralda, era importante eu sempre mostrar que, fazer as necessidades como gente grande um dia aconteceria. Vou falar mais sobre isso em outro post, mas de forma geral sempre lembrávamos sobre o vaso sanitário, como o papai fazia e etc., até para saber se ele demonstrava interesse.

Passado mais alguns meses, chegou o calor novamente, a melhor época para iniciar o desfralde e, Filipe por espontânea vontade, em novembro/2015, começou a pedir para usar o banheiro. Foram dois dias seguidos indo mais ou menos, pois tínhamos muitos escapes, mas se ele havia pedido, eu não iria dizer não.

Infelizmente não foi dessa vez, de novo! No final do segundo dia, por algum motivo, Filipe começou a ter dificuldade para fazer cocô. Começou a fazer muito mais força e isso o machucou, e ele começou a sentir dor ao fazer essa necessidade. Eu até tentei mais um dia, mas não queria ver meu filho sofrer com isso. Conversei com ele, falei que teríamos que colocar fralda e quando melhorasse nós voltaríamos.

Nesse tempo, sempre lembrando e sinalizando, mas de verdade gente, eu estava super de boa, sabia que a hora certa iria chegar, e depois de tantas tentivas, na minha cabeça teria que ser naturalmente, sem forçar a barra, no tempinho dele, cheguei a falar para uma amiga que ele iria ditar a hora certa e assim foi.

Filipe só tem 01 rim, então, não queria que ele sofresse para segurar o xixi, se tínhamos tantos escapes, porque não era a hora certa DELE. Aliás, nesse tempinho, uma pessoa próxima falou para mim na frente dele, que ele já não podia usar mais fralda. Isso fixou na cabeça de Filipe de tal forma que, todas as vezes que ele fazia xixi ou cocô na fralda, ele me dizia e perguntava se tinha problema, eu dizia que não, e que, quando ele quisesse ir ao banheiro, pra a avisar que, a mamãe ou o papai o levaria com muito prazer.

Desnecessário o comentário dessa pessoa palpiteira, que não paga a nossa conta, e apesar de ser próxima da família, sabia pouco sobre nós.

Mais um tempo passou, janeiro/2016 chegou, e o matriculei na escola novamente. Conversei com a responsável sobre a fralda, e fui muito acolhida nesse assunto. Ela me tranquilizou, disse que iria respeitar o tempo dele, que o processo dele seria natural e que, isso não seria nenhum problema para a escola, pois mais importante que deslfraldar, era ter cuidado para não gerar nenhum trauma nele. Me senti abraçada e muito segura, pois ouvi exatamente o que eu queria. Meu medo era ela dizer que já havia passado da hora e blá blá.

As aulas começaram no final de janeiro, e pasmem, no segundo dia de aula – 28/01/16, quinta-feira, ao buscar Filipe já tive surpresa. Fui informada que ele pediu para não usar mais fralda, e que, queria ir ao  banheiro como os amiguinhos. A tia me instruiu a dar prosseguimento em casa, e assim fiz.

Resumo:

1º dia: ok, sem escape

2º dia: 1 escape de xixi em casa {bateu aquele receio de novo, um ponta de dúvida, mas segui firme}

3º dia: 1 escape de xixi e 1 de cocô {sábado, e ficamos o dia todo em casa por esse motivo}

4º dia: 1 escape de cocô em casa {domingo, e arriscamos sair pelo bairro, e foi sucesso}

5º dia: ok, sem escape

6º dia: ok, sem escape

7º dia: ok sem escape

8º dia: ok sem escape

9º dia: ok, sem escape

10º dia: ok, sem escape

DESFRALDE DIURNO CONCLUIDO COM SUCESSO

Daí em diante já havia consumado o desfralde, já não existia mais dúvidas e desde então não tivemos mais uso de fraldas.

O processo aconteceu como eu gostaria, de forma natural, por vontade dele, sem pressão, sem forçar a barra, como tinha que ser, no tempo e hora dele, não na minha e nem da sociedade.

Tivemos muitos elogios a cada vez que ele pedia para ir ao banheiro, acredito que isso foi um grande incentivo, pois quando não o parabenizava, ele lembrava. Então, vibramos muito juntos, e nos escapes, deixei claro que acontecia e que, mas incentivava-o a lembrar de pedir. A criança precisa desse estimulo, além de ser delicioso vibrar com eles.

Para finalizar, pois já falei muito [risos], uns dias antes dele iniciar na escola, eu havia percebido que a fralda da noite estava amanhecendo seca, eu até cheirava para ter certeza, e estava mesmo. Eu havia pensando em deslfradar a noite antes, mas pensei que poderia confundi-lo, então deixei. Mas quando começamos o desfralde diurno, no 5º dia eu comecei o deslfralde noturno e desde então ele não usa mais fralda para dormir.

Por isso, posso comemorar duplamente, pois, simultaneamente, o Filipe foi desfraldado totalmente, não usa mais fralde durante o dia e nem noite.

Quando as coisas têm que acontecer mesmo, é assim! Tudo da certo.

Com tantas idas e vindas do desfralde diurno, achei que o noturno aconteceria bem tarde, mas me enganei e me surpreendi.

Como me estendi muito nesse texto, vou voltar com outros assuntos, e o próximo será mais detalhes do desfralde noturno. Tudo o que percebi, como fiz, o que comprei e os meus cuidados.

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Obrigada pela companhia aqui, e espero que minha experiência lhe ajude.

Não sei em qual fase você está, mas espere o tempo certo, não force a barra, isso pode gerar traumas. O instinto do ser humano não falha, esteja atenta aos sinais, e a hora certa chegará.

Volto com mais sobre o assunto, dicas, viagem durante o desfralde, tenho muito para falar [risos].

Beijos e ótima semana!

Lívia